quinta-feira, 25 de março de 2010
ILUSTRADA - FOLHA DE SÃO PAULO
Companhia Brasileira de Teatro, uma das principais do país, apresenta peça inspirada no poeta Paulo Leminski
LUIZ FERNANDO RAMOS 23/03/2010
O teatro como a perplexidade humana diante do céu estrelado. Esta é uma das potencialidades que "Vida", da Companhia Brasileira de Teatro, atualiza em sua visita ao universo do poeta paranaense Paulo Leminski. Fruto de um longo processo de criação, o espetáculo confirma o coletivo de Curitiba como um dos principais grupos brasileiros, em sintonia com as questões mais instigantes do teatro contemporâneo.
É sintomático que o autor do texto final e da encenação, Márcio Abreu, conceda a duas atrizes, Giovana Soar e Nadja Naira, a parceria na dramaturgia. Todo o material dramatúrgico emergiu a partir das questões que as duas, e os dois outros atores, Gonzales e Rodrigo Ferrarini, propuseram.
Nesse sentido é natural que eles se tratem em cena pelos seus nomes reais e em nenhum momento se caracterizem propriamente como personagens de uma trama. Seus desempenhos envolvem fabulação, mas é interna, sempre como emanação de seus próprios contornos. Não interpretam outros e estão presentes, jogando com a situação e com o público.
Sem cair na tentação de evocar a biografia ou adaptar qualquer texto de Leminski, Márcio Abreu construiu sua sintaxe cênica a partir da entrega dos colaboradores e do aproveitamento de alguns vagos sinais da constelação do poeta, como as traduções de Haroldo de Campos de poemas de Khlebnikov e Maiakovski e o título de um de seus livros, "Distraídos Venceremos", que se torna um vero epíteto do espetáculo.
O espaço cênico proposto, "uma sala vazia e sem janelas", ainda que jogue com um subtexto explícito - "quatro pessoas exiladas numa cidade qualquer (...) nos ensaios de uma banda que deverá se apresentar no jubileu da cidade"- remete o tempo todo à situação que ocorre diante do público.
De fato, a verdadeira troca que ocorre na peça é quase sempre entre os atores e a plateia. Suas falas são tentativas de contato -"estão comigo?"- que apresentam suas disposições e idiossincrasias em separado. Seus diálogos são truncados e não progridem. Agem por si e se expõem até as entranhas, mas o máximo de interação que conseguem é executar um número musical bem tosco com grande dificuldade.
O cenário, formado por três paredes e pontuado só por um mapa-múndi, algumas cadeiras, uma mesa e instrumentos musicais, também participa da instabilidade e do isolamento.
A parede do fundo é móvel e ora recua, ampliando o espaço de atuação, ora se fecha confinando os atores à ribalta. Essas variações demarcam mais as intensidades do que as situações dramáticas, já que não está acontecendo propriamente nada que se possa identificar como uma ficção. Tudo o que ocorre é evocativo, sugestão de clima, talvez poesia.
Nessa ambientação mais sensorial que meditativa, a trilha de André Abujamra executada por Gustavo Proença tem um papel decisivo na busca da cumplicidade dos espectadores e chega a arrebatá-los. Contudo, o que garante mesmo essa adesão e em alguns momentos maravilha, como uma noite de estrelas, é o conjunto da obra.
O crítico LUIZ FERNANDO RAMOS viaja a convite da organização do Festival de Curitiba.
Avaliação: ótimo
O Estadao de S.Paulo
Beth Néspoli
24 de março de 2010
O Festival de Curitiba chega à 19ª edição com 374 espetáculos na mostra paralela, o Fringe, e outros 27 na principal. Mesmo com cancelamentos, são quase 400 montagens na programação de 12 dias que termina no domingo. Evidentemente é possível acompanhar uma parte bem reduzida do Fringe e mesmo da mostra principal, uma vez que, nesta última, todas as peças ocupam o mesmo horário, 21h, ou seja, só se pode ver um a cada noite.
Ainda assim pode-se detectar a presença de uma tendência muito presente nos palcos - que não é exatamente nova, mas renovada - do rompimento do drama ficcional fechado. Como drama, em linhas gerais, entende-se aquela criação que se dá a partir de conflitos interpessoais, expressos em diálogos, por meio de personagens colocados em primeiro plano na cena, com os intérpretes servindo de instrumentos a lhes dar vida, contar suas histórias. Diante da capacidade do cinema e de outras artes de criar um mundo fictício, o teatro busca sua especificidade: tirar proveito de ser um encontro, ao vivo, em tempo real, entre espectadores e atores.
Há experiências mais ou menos bem-sucedidas, abre-se espaço para modismos sem consistência, para a provocação formal descolada do humano, sem potência para atrair a atenção concentrada de público para além dos pares. Nessa linha de busca, a montagem curitibana Vida, da Cia. Brasileira de Teatro dirigida por Marcio Abreu, está entre as mais mobilizadoras entre as conferidas na programação. A dramaturgia foi criada em sala de ensaio a partir da poesia de Paulo Leminski, matéria-prima à qual juntaram-se outras fontes, de Haroldo de Campos a Beckett, de Joyce a John Fante. Sem amalgamá-las numa fábula, os atores se apropriam desse material poético de alta sofisticação e a ele mesclam indagações aparentemente prosaicas sobre o estar no mundo. "Quem brilha? O que brilha?" Pergunta o ator Rodrigo Ferrarini na primeira cena. Imediatamente estimulam o espectador a fazer associações que giram em torno de fama, destaque, "lugar ao sol". Expectativa quebrada pelo texto que remete ao vagalume ou a um sapato de verniz. Essa passagem, do poético ao concreto, perpassa todo o espetáculo cujo mote é a reunião de quatro integrantes de uma banda para um ensaio musical. Os atores se chamam pelo nome, atuam como performers, mas não escondem a elaboração artística num falso tom de improviso.
Em Dona Otília e Outras Histórias, o diretor Gilberto Gawrownki busca quebrar a forma dramática dos textos escolhidos, peças curtas da gaúcha Vera Karam, com performances intercaladas entre as cenas, que tanto podem girar em torno do processo de criação do espetáculo, como em confissões dos atores. A fragilidade dessas intervenções faz sobressair o "dramático" sobretudo pela qualidade de atuação da atriz Guida Viana. Esse mesmo desejo, de romper a cena ficcional fechada, está no monólogo Olympia, da mineira Angela Moura que o faz intercalando atriz e personagem, como recurso para fazer conexões entre sua vida e a da moradora de rua que inspira o solo. O desejo de "divorciar-se das formas dramáticas canônicas" está expresso no programa do espetáculo Há um Crocodilo Dentro de Mim, que se apoia sobretudo na figura do ator narrador e numa dramaturgia que tenta mobilizar pulsões com narrativas oníricas que remetem à fera que ainda habita todo homem. Noutro momento, a morte é tema de uma performance da atriz feita diretamente para o público com objetos derrubados do alto de uma geladeira. Juntas, essas peças apontam para uma transição na cena. Problemática, mas preferível à estagnação.
O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ
VIDA Paranaense, Companhia Brasileira de Teatro estreia no Festival de Curitiba peça inspirada na obra de Paulo Leminski
20/03/2010
Fábio Massalli massalli@odiariomaringa.com.br
“Vida” chegou ao Festival de Teatro de Curitiba como único espetáculo de uma companhia paranense na Mostra Oficial do evento. Os curitibanos da Companhia Brasileira de Teatro fizeram no festival a estreia nacional da peça escrita e dirigida por Márcio Abreu e inspirada na obra de Paulo Leminski. Depois do Festival de Curitiba, “Vida” começará uma temporada em abril no Teatro José Maria Santos, em Curitiba, onde realizou sua estreia, e, no segundo semestre, começa uma turnê pelo interior do Paraná antes de partir para uma temporada em São Paulo. Maringá está na rota da turnê paranaense.
O espetáculo conta a história de dois homens e duas mulheres que fazem parte de uma banda e estão exilados em uma cidade imaginária. Eles ensaiam para fazer uma apresentação comemorativa ao jubileu da cidade. Fechados numa sala vazia, eles convivem entre si e revelam as histórias de suas vidas.
O texto foi escrito por Abreu a partir da obra de Leminski e das referências que os próprios atores vivenciaram a partir da leitura da obra do autor paranense num trabalho de pesquisa que o grupo realiza há mais de um ano. “Leminski tem uma obra múltipla que vai além da poesia. Ele foi tradutor, trabalhou com outras formas de textos, com programas de TV”, lembra Abreu.
O dramaturgo e diretor conta que o nome “Vida” é uma referência ao título de um livro que Leminski escreveu traçando a biografia de quatro personagens históricos: Jesus Cristo, Cruz e Souza, Bashô e Trotski. “A partir disso, as quatro pessoas são biografadas na peça, mas são personagens absolutamente comuns. Verdadeiros anônimos”, diz o diretor.
Para a atriz Giovana Soar, você não consegue pesquisar a obra de Leminski sem falar do próprio Leminski. “Depois da obra, fomos ler sobre o Leminiski, ainda mais em Curitiba, onde ele é mítico. Encontramos parceiros, familiares, estudiosos. E sempre que se começa falando de Leminski, acabamos falando de nós mesmos”.
“Vida” traz no elenco Giovana Soar, Nadja Naira, Ranieri Gonzalez e Rodrigo Ferrarini.
GAZETA DO POVO
A peça da Cia Brasileira brinca com a linguagem do autor e outras de suas referências
20/03/2010 Larissa Jedyn
Quem brilha? Você lembra dos 15 minutos que fizeram diferença para o resto da sua vida? Por que você não fala? Silêncio. Isso até que ele seja quebrado por mais uma pergunta ou um comentário banal sobre o tempo lá fora. A vida é assim. E a peça Vida (confira o serviço), da Cia. Brasileira de Teatro, que estreou nesta sexta-feira (19) no Teatro José Maria Santos também.
A proposta do grupo, comandado por Márcio Abreu, foi fazer um trabalho mergulhado na arte de Paulo Leminski. Só que não espere encontrar mais do que referências do autor. E elas são muitas. Mas não há espaço para textos recitados inteiros.
O que há é o gosto pela linguagem, as palavras desdobradas que adquirem outro sentido, uma profusão de idiomas e a estrutura – semelhante à coletânea de biografias de Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trotski, escrita por Leminski, a peça coloca os atores Giovana Soar, Nadja Naira, Ranieri Gonzalez e Rodrigo Ferrarini atendendo pelos próprios nomes e revelando detalhes da sua vida.
Enquanto ensaiam em uma banda convidada para tocar no jubileu da cidade – não há menção clara a Curitiba, mas onde mais haveria uma chuvinha chata lá fora, gente sem graça de cumprimentar o outro no elevador, o estranhamento com alguém diferente que aparece na cidade? –, os quatro desfilam suas inquietações: uma justifica que este é o melhor lugar para se viver, a outra acaba de chegar, um quer ir embora e ou outro viajar: para o espaço.
Fora isso, há impagáveis momentos que arrancam muitas gargalhadas da plateia, como a hora em que Ranieri aparece travestido – com direito a vestido, peruca loira e saltos altos –, para “cantar”, enquanto os colegas executam uma coreografia. Aliás, destaque para a direção musical, que coube a André Abujamra, e entremeia todo o espetáculo.
sexta-feira, 19 de março de 2010
links matérias
http://festivaldecuritiba.blogspot.com/2010/03/vida-festival-tv.html
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/festivaldecuritiba/conteudo.phtml?tl=1&id=983810&tit=Vida-a-mais-curitibana-das-estreias-do-Festival
VIDA
- temporada - 01 de abril a 02 de maio de março de 2010 de quinta a sábado as 20h e domingo as 19h
quarteto de atores
Vida longa a Companhia e ao Espetáculo!
Silvia Contursi
P.S. Um dia (lá para frente) vocês iriam ao Estadual conversar com os atores?
"Quem Brilha?"
Todos nós, é claro, que fomos iluminados pela Vida contida na peça.
Para sorte minha, ontem acompanhei alguns alunos de teatro no ensaio aberto (17.03.2010), GOSTAMOS MUITO, eu, alunos...os outros, todos.
Márcio, sabe o que senti? Que algumas paredes de vento estavam por lá, compreendes?...
Achei o ensaio bastante orgânico, poético..
Incríveis os saltos entre o universo didático, se é que posso chamar assim, e o poético onde as personagens se abrem em seus monólogos num mergulho entre memórias e devaneios...é certo que muitas coisas não são para serem entendidas na lógica de nosso velho aristóteles, o fato é que muitas coisas são sentidas além da coerência dos fatos, como por exemplo: como as poesias aparecendo e penetrando o espetáculo, a coreografia (tão trabalhando o corpinho hein heheh) é lindo mesmo, as tatuagens e a forma como a Gio vai apresentando e como o ator vai reagindo honestamente a cada fato, as músicas, aquela "confusão" em que as atrizes respondem pelo nome próprio...em todos os momentos em que a humanidade se coloca em cena é sempre lindo....Todos os fins que não o são, eu gostaria que tivesse terminado com o ator se jogando na parede, por outro lado é lindo o que vem depois com todos no espaço...Vocês produziram muito material, e nós amamos ter assistido.
Obrigada pela oportunidade, como falei precisei acompanhar alguns alunos no retorno para a escola, então saí correndo, de qualquer forma falei com Márcio e, deixei um grande abraço para todos, principalmente para Giovana e Nadja, minhas diretoras e super atrizes...gurias que gostoso ver vocês em cena.
Márcio, teatro quando é bom é bom mesmo, adorei tuas escolhas, tua relação estética com o espaço e a palavra, a presença da poesia enquanto linguagem...
Parabéns queridos, não tenham medo, feliz estréia!!!!!
Carinho Jaque. (Jaqueline Valdívia)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
DISTRAITS, NOUS VAINCRONS
Conception Compagnie Jakart- Mugiscué et Companhia Brasileira de Teatro
18h- chapitre I - Distraits, nous débarquons
Présentation des ateliers, avec les élèves du collège Guillaume Budé à Paris et du lycée Paul Éluard de Saint-Denis. Sous forme d’une fausse conférence- déglinguée, les élèves jouent la poésie, la chantent et inventent leurs propres textes.
20h- chapitre II - Distraits, nous divaguons
La compagnie Jakart-Mugiscué et la Companhia Brasileira de Teatro, proposeront une petite forme à partir de l’oeuvre de Paulo Leminski. Les deux compagnies inviteront aussi une vingtaine de comédiens pour célébrer le Brésil, la poésie et le théâtre. Ils tenteront de retrouver la force, l’ironie et l’irrévérence de Paulo
Leminski.
21h- chapitre III - Distraits, nous délirons
La soirée continue autour de textes, de musiques brésiliennes et de caïpirinhas au bar !
Samedi 20 février 2010
Maison de la Poé8e, passage Molière, 157 rue Saint-Martin Paris 3e
Tarif grande salle 5€ - tarif Pass-Poésie 4 €
Réservation au 01 44 54 53 00 – http://www.maisondelapoesieparis.com/
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
ATIVIDADES DE PESQUISA E CRIAÇÃO
MAIO/JUNHO/JULHO/AGOSTO DE 2009
- Visita ao atelier do SOLDA para ter acesso a materiais pessoais sobre a vida e a obra de Leminski;
- Encontros diários de estudo de dramaturgia e amadurecimento do trabalho com estratégia de montagem com os três integrantes do núcleo (Marcio Abreu, Giovana Soar e Nadja Naira)
- CONTAMINGUANDO grupo de pesquisa – Projeto VIDA – proposta de contaminação, intervenções rueiras para aproximar o texto do poeta polaco e o transeunte:
# trans for mar (distribuição na vizinhança de mini-cartazes com poemas, colagem de lambe-lambe e faixa-banner na varanda)
# metavaranda (projeção de poemas nas escadarias e prédios do Largo da Ordem)
# *2*3*0*6* (distribuição de mini-cartazes, fixação de cartazes e lambe-lambe)
# 1001 poemas (leitura de poemas durante a Feirinha do Largo da Ordem)
# varal (troca de poemas por meias, cachecóis, luvas no Largo da Ordem)
# ECO (leitura de textos no Largo da Ordem e nos ônibus que param atrás da catedral)
# constelação (fixação de poema ao redor do bebedouro)
# me (interferência no hall da companhia) - Encontro com IVAN JUSTEN para aprofundamento da pesquisa sobre a obra de Leminski;
- Ensaios Descartes com Lentes (Marcio Abreu, Nadja Naira e Sérgio Justen);
- DESCARTES COM LENTES – mostra de processo de trabalho do Projeto VIDA, Curitiba (dia 24 de agosto – comemoração de 65 anos de Paulo Leminski). Neste texto, Leminski imagina uma hipotética vinda do filósofo francês René Descartes ao Brasil, a convite do conde Maurício de Nassau. Junto com sua comitiva, repleta de cientistas, naturalistas, desenhistas e pintores, Descartes tenta desvendar e descrever as excentricidades e belezas do país tropical, ou seja, procura filosofar sobre o Brasil e o modo de vida do seu povo. Escrito no final da década de 1960, o texto é considerado o embrião gerador de Catatau, a obra mítica do poeta curitibano. O exercício cênico é interpretado pela atriz Nadja Naira e tem a direção de Marcio Abreu.
JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL DE 2009
- Encontros com importantes artistas locais e pesquisadores influenciados pela obra e pela vida de Paulo Leminski, com: SOLDA, ULISSES GALETO, IVAN JUSTEN, MARCOS PAMPLONA e THADEU WOJCIECHOWSKI.
- pesquisa direta para novo trabalho: encontros diários para pesquisa biográfica, estudo das traduções, dos gêneros literários, leitura de textos correlatos e investigação sobre criação dramatúrgica. Pesquisadores: 03 integrantes do núcleo (Marcio Abreu, Giovana Soar e Nadja Naira) e 04 artistas associados à companhia (Rodrigo Ferrarini, Renata Hardy, Paulo Alves e Ranieri Gonzalez).
Nessa segunda etapa do trabalho de pesquisa, as ações foram voltadas para a leitura do material traduzido por Leminski como as da obra de Beckett, Petrônio, John Fante, Joyce e John Lennon. Obras importantes que influenciaram os conteúdos pesquisados pelo escritor e as formas diferentes de abordagem do texto ficcional.
Além deste material mantivemos a pesquisa e o levantamento de material sobre outros escritos de Leminski, como as Cartas trocadas com o poeta Regis Bonvicino, diversos textos críticos, de opinião e ensaios.
As conversas informais com pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Leminski (amigos, escritores, artistas de outras áreas, etc.) colaboraram para escolha do material trabalhado na leitura pública e no subseqüente sarau poético.
SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2008
- pesquisa direta para novo trabalho: encontros diários para pesquisa biográfica, estudo do gênero literário, leitura de textos correlatos, criação dramatúrgica, estudo de novas técnicas e investigação específica para a criação do novo trabalho. Pesquisadores: 03 integrantes do núcleo (Marcio Abreu, Giovana Soar e Nadja Naira) e 04 artistas associados à companhia (Rodrigo Ferrarini, Renata Hardy, Paulo Alves e Cássia Damasceno).
Na primeira etapa do trabalho de pesquisa, as ações foram voltadas para a leitura comentada e a recolha de materiais literários, sonoros e visuais associados ao tema central. Nos encontros diários foram experimentadas técnicas de organização das informações e distribuição de sub-temas entre os participantes. As leituras obedeceram à seqüência disposta no livro VIDA, de Paulo Leminski. No livro constam as “biografias poéticas” de Cruz e Souza, Bashô, Jesus Cristo e Trotski, respectivamente. Cada texto possui uma estrutura narrativa distinta. Essas estruturas foram pesquisadas sob o ponto de vista da criação literária, tocando em diversos aspectos: o lugar do narrador, o compromisso com o registro histórico, as licenças poéticas. Além disso, a identificação de conteúdos que poderão iluminar a evolução do trabalho, como estudos ligados as aspectos literários e estéticos da Bíblia, a leitura das reflexões teóricas escritas por Trotski, os aspectos simbolistas inscritos na obra de Cruz e Souza e a essência da forma poética do Hai Kai originada pela obra de Bashô. Junto com isso, o trabalho múltiplo e interdisciplinar de Leminski, que nos leva as suas traduções, com as da obra de Beckett, Petrônio, John Fante, Joyce.
Com esse escopo de informações e experiências iniciais de leitura e reflexão, demos início a conversas informais com pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Leminski (amigos, escritores, artistas de outras áreas, etc.) para, na seqüência, formar um núcleo que dê origem aos seminários que constam descritos no projeto.
ATIVIDADES DE INTERCÂMBIO
FÓRUM TEATRAL FRANÇA BRASIL - a companhia brasileira de teatro convidou a Cia. Os Fofos Encenam, de São Paulo, e dois grupos teatrais jovens e emergentes da cena francesa, o Théâtre de La Tentative e a Compagnie Jakart/ Mugiscué, para a realização de um fórum dedicado ao intercâmbio, à reflexão e à prática do teatro. De 16 a 23 de agosto de 2009, em Curitiba, na sede da Companhia e na Sala Hoffman, cedida pela Fundação Cultural de Curitiba.
JULHO 2009
Intercâmbio com GALPÃO CONVIDA em Belo Horizonte – Mostra de Companhias de Teatro de Curitiba, mesa de debates com participação de Marcio Abreu – julho 2009
Projeto “Caixa Preta” – colaboração de Marcio Abreu e Bianca Ramoneda – estréia em 25 de julho - Rio de Janeiro
ABRIL E JUNHO 2009
Oficina de Dramaturgia em 2 módulos - com Marcio Abreu - SESC Araraquara SP – abril e junho de 2009.
MARÇO 2009
Lançamento do Jornal do MOVIMENTO DO TEATRO DE GRUPO DE CURITIBA e participação no stand de produtos (camisetas e livros) das companhias durante o FESTIVAL DE CURITIBA.
Intercâmbio com outras Companhias de Teatro do país dentro do FESTIVAL DE CURITIBA.
- dias 26 e 27 de março de 2009 – Curitiba – PR
- Encontro entre a companhia brasileira de teatro e CLOWNS DE SHAKESPEARE (RN). Realização de demonstração de processo de trabalho das companhias.
OUTUBRO E NOVEMBRO 2008
Intercâmbio com outras Companhias de Teatro do país: dentro do evento PRÓXIMO ATO, promovido pelo Instituto Itaú Cultural.
- de 21 a 23 de outubro em Porto Alegre – RS
Encontro de Companhias de Teatro da região Sul, com a participação de 05 companhias do Paraná, 03 de Santa Catarina e várias do Rio Grande do Sul. Realização de demonstração de processo de trabalho da companhia. Apresentação de Leitura Dramática “ Do Luxo e da Impotência” da obra de Jean-Luc Lagarce.
- de 04 a 08 de novembro em São Paulo – SP
Encontro Nacional, com várias companhias da cidade de São Paulo e 15 companhias representantes dos outros estados. A Companhia Brasileira de Teatro foi escolhida para representar o estado do Paraná e estiveram presentes os três membros da companhia, durante toda a semana do evento.
ATIVIDADES PARALELAS DA COMPANHIA

Temporada da peça O QUE EU GOSTARIA DE DIZER
de 12 setembro a 26 outubro de 2008 - SESC Avenida Paulista, São Paulo SP
Turnê da peça O QUE EU GOSTARIA DE DIZER
03 novembro de 2008 - Apresentação Fundação Cassiano Ricardo, evento Viajam as Palavras – São José dos Campos SP
15, 21, 22 e 25 novembro de 2008 – Circulação SESC RIO (Barra Mansa, Madureira e Niterói), Rio de Janeiro RJ
Turnê da peça SUÍTE 1
de 29 de janeiro a 1º fevereiro na CAIXA CULTURAL – Teatro Arena no Rio de Janeiro RJ
dias 27, 28 de fevereiro e 1º março na CAIXA CULTURAL em Brasília DF
Encontro Nacional da REDEMOINHO – participação de Marcio Abreu – Salvador BA – 23, 24 e 25 de março de 2009.
Apresentação do repertório da companhia (“Volta ao dia..., Suíte 1, O que eu gostaria de dizer”) – de 10 a 3 de maio de 2009 no SESC Araraquara SP. Público atingido: 500 pessoas
IV Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo – apresentação da peça “Volta ao dia...” e mostra de trabalho da companhia de 4 a 10 de maio de 2009 no Centro Cultural São Paulo – SP. Público atingido: 400 pessoasOficina Dramaturgia do Ator – com Marcio Abreu de 28 a 30 de abril de 2009 no SESC Araraquara.
Temporada da peça A VIAGEM – uma trajetória sensorial. Espetáculo dirigido por Giovana Soar e Nadja Naira. Teatro Novelas Curitibanas de 30 de julho 2009 a 30 de agosto de 2009, Curitiba PR.
FÓRUM TEATRAL FRANÇA BRASIL – de 16 a 23 de agosto 2009, Curitiba PR.





